Sociedade

Mau tempo afeta plantações

Várias vinhas nos distritos de Vila Real e Viseu ficaram dizimadas na última semana devido ao mau tempo. Presidente da Câmara de Tondela pede estado de calamidade para o concelho.


O mau tempo que se tem feito sentir no norte do país já afetou mais de dois mil hectares de vinhas, só no distrito de Vila Real, em especial nos concelhos de Armamar, Lamego, Peso da Régua e Vila Real, todos inseridos na região do Douro. De acordo com Carla Alves, diretora regional de Agricultura e Pescas do Norte, as estimativas apontam para que tenham sido afetados cerca de 2200 hectares só nestes quatro concelhos.

Em relação à produção da maçã, foram também afetados mais de 1000 hectares, segundo Carla Alves.

Na zona do Douro, a instabilidade continua a ser sentida pelos produtores agrícolas, devido à «lotaria» que é o tempo.

Na união de freguesias de Galafura e Covelinhas, no Peso da Régua, o granizo foi especialmente sentido no domingo passado, levando o presidente da junta a dizer que nunca tinha visto «tanta pedra e tanta chuva na mesma altura». Eduardo Ermida acrescentou ainda que os prejuízos foram «muito grandes».

Em Montalegre, a estrada municipal 308 teve mesmo de ser cortada devido à forte queda de granizo. O presidente da Câmara, e por inerência responsável máximo da Proteção Civil daquele município, referiu que «a chuva repentina e a queda de pedra entupiram canalizações, o que fez com que a água entrasse em casas e mesmo em habitações em prédios, pelas varandas».

 

Câmara de Tondela pede estado de calamidade

Também o distrito de Viseu sofreu com o temporal: Os concelhos de Castro Daire, Cinfães, Oliveira de Frades, Nelas, São Pedro do Sul, Viseu e Tondela registaram no passado fim de semana ocorrências devido ao mau tempo.

O presidente da Câmara Municipal de Tondela enviou dia 14 uma carta à ministra da Agricultura, onde pedia que o Governo declarasse o estado de calamidade para o concelho, «depois de a maioria das plantações agrícolas terem sido dizimadas pelo mau tempo».

Na carta, José António de Jesus lembrou a «extrema violência e severidade» das condições meteorológicas do passado sábado, dia 12, que afetaram com «uma força indescritível» grande parte do concelho.

De acordo com o autarca, «as rajadas de vento, trovoada e granizo, a que se associou uma inquantificável carga de água, constituíram uma força de destruição que dizimou a generalidade das plantações agrícolas, muitas de agricultura familiar, com especial incidência nos pomares e nas vinhas», lembrando que a vinicultura é «um setor de atividade expressivo para a região».