Economia

Pro.var pede suspensão "imediata" de novas regras para restaurantes

Associação Nacional de Restaurantes diz que a medida de obrigatoriedade de testes para acesso a estabelecimentos de restauração ainda cria muitas dúvidas e avisa que empresários já viram muitas reservas serem canceladas.


A Associação Nacional de Restaurantes, a Pro.var, pede que a medida da obrigatoriedade de se apresentar um teste negativo ou certificado digital para ter acesso a um estabelecimento de restauração seja “suspensa de imediato”, sugerindo que seja apenas aplicada quando as condições estiverem garantidas.

“A Pro.var pede que esta medida seja de imediato suspensa pois subsistem muitas dúvidas, tanto do lado dos portugueses, que perante a dúvida, a opção será desistir do restaurante e do lado dos estabelecimentos de restauração, não sabendo como atuar, ficam em risco de incumprimento involuntário”, lê-se num comunicado enviado às redações.

A associação liderada por Daniel Serra garante que assim que as medidas foram anunciadas pelo Governo no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, “os empresários passaram a ver a maioria das suas reservas canceladas, prevendo-se que nos próximos dias se verifique uma grande quebra na faturação dos restaurantes”.

Além disso, defende a Pro.var, existem ainda muitas dúvidas do ponto de vista legal, “estando este tema a gerar enorme controvérsia, prevendo-se alguma animosidade junto dos estabelecimentos de restauração”.

E acrescenta: “Tendo em conta todas estas questões e sabendo-se que a maioria dos portugueses ainda não dispõem de certificado digital, prevê-se um elevado recurso ao auto teste, que deverá ser acompanhado por um responsável do restaurante”. Só que, “esta operação implementada num período de época alta, será impraticável, prevendo-se que a consequência seja o afastamento dos portugueses dos restaurantes e potenciar os ajuntamentos fora dos locais controlados”.

Por tudo isto, a Pro.var defende ainda que as medidas agora aprovadas e os critérios de risco deverão ser revistos e “deverá ser estabelecido um período de adaptação da medida e consequentemente a implementação de espaços específicos e unidades móveis, de testagem, em todas as zonas do país que estejam nos locais de risco elevado e muito elevado”.