Internacional

Líderes mundiais condenam ataques e preparam próximas horas em Cabul

Funcionário norte-americano veio dizer que ataque junto ao aeroporto de Cabul, que envolveu dois homens-bomba e homens armados, terá sido executado pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico.


Depois de se registarem duas explosões em Cabul, uma junto ao aeroporto e outra perto de um hotel, começam a surgir as reações de preocupação perante um caos que já estava instalado e que se vê agora agravado por aquilo que se suspeita serem ataques terroristas. Até ao momento há relatos de vários feridos e vítimas mortais.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, utilizou o Twitter para se mostrar “muito preocupado” com os incidentes registados em Cabul e garantiu que a União Europeia (UE) vai “acompanhar a situação de perto”. “Os meus pensamentos vão para as vítimas e as suas famílias”, escreveu.

Na mesma rede social, David Sassoli, presidente do Parlamento Europeu, condenou aquele que considerou um “ataque horrendo e cruel”. “Um ataque horrendo e cruel. Estamos ao lado das famílias das vítimas e dos feridos”, lê-se.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também condenou "veementemente os ataques cobardes e desumanos ao aeroporto de Cabul" e vincou, através de uma publicação no Twitter, ser "essencial fazer tudo o que estiver ao alcance para garantir a segurança das pessoas no aeroporto". "A comunidade internacional deve trabalhar em estreita colaboração para evitar um ressurgimento do terrorismo no Afeganistão e não só.", sublinhou.

Palavras apoiadas pelo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, que disse condenar “veementemente” este “horrível ataque terrorista” 

Também o Presidente francês, Emmanuel Macron, admitiu que as próximas horas continuarão a ser “extremamente perigosas” no Afeganistão. “Estamos a ser confrontados com uma situação muito tensa e estamos a coordenar-nos com os nossos aliados americanos”, disse Macron.

Entretanto, também o Governo alemão anunciou que Angela Merker cancelou uma visita a Israel, que estava agendada para o próximo fim de semana, devido à situação vivida em território afegão.

Também o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, convocou, para esta quinta-feira à tarde, uma reunião do gabinete interdepartamental de crise (COBR). Já depois de ser conhecido o encontro, Boris Johnson veio garantir que a operação de retirada de britânicos e afegãos vai continuar. "Sempre existiram vulnerabilidades ao terrorismo e ataques terroristas oportunistas, nós condenamo-los, eu acho que são desprezíveis, mas receio que sejam algo para o qual tivemos de nos preparar", afirmou.

Já fonte da Casa Branca adiantou que o Presidente dos EUA, Joe Biden, está a avaliar a situação na Sala de Crise da Casa Branca, com o secretário da Defesa Lloyd Austin e o secretário de Estado Antony Blinken.

A ONU segue os mesmos passos. Segundo a Reuters, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, convocou uma reunião para a próxima segunda-feira que terá como tema principal a situação vivida no Afeganistão. No encontro estarão presentes os enviados da ONU da Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, China e Rússia -  membros permanentes do Conselho de Segurança.

Sublinhe-se que um funcionário norte-americano veio dizer que o ataque, que envolveu dois homens-bomba e homens armados, junto ao aeroporto de Cabul terá sido executado pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico. Segundo a mesma fonte, há militares norte-americanos feridos.

Recorde-se que desde que o Afeganistão ficou nas mãos dos talibãs, milhares de pessoas se têm reunido junto ao aeroporto para abandonar o país.

Esta quinta-feira, antes do sucedido, os Estados Unidos, o Reino Unido e a Austrália já tinham apelado aos cidadãos para abandonarem a zona do aeroporto de Cabul devido a ameaças terroristas”.

Notícia atualizada pelas 19h00