Internacional

Polícia brasileira apreende maior carga de cocaína na história do Rio de Janeiro num navio com destino a Moçambique

As autoridades brasileiras detetaram mais de quatro toneladas de cocaína num navio que continha um carregamento de sabão em pó. 


A Polícia Federal do Brasil fez uma apreensão recorde, ao intercetar o transporte de mais de quatro toneladas de cocaína que estavam escondidas num carregamento de sabão em pó, num navio que iria seguir para Moçambique, e ainda mais 200 quilogramas num veículo, onde estavam dois suspeitos que acabaram detidos. 

"Após denúncia, foram realizadas diligências, iniciadas na manhã desta terça-feira, pelos polícias federais e a Missão Redentor. Com o apoio de cães farejadores, foram localizadas cerca de 4,3 toneladas do entorpecente acondicionado em caixas de sabão em pó, no interior de um container [contentor]", detalhou a polícia brasileira, num comunicado, divulgado hoje, assinalando que esta apreensão de cocaína se tratou da maior da história no estado do Rio de Janeiro.  

No momento em que estavam a retirar a droga, os cães farejadores detetaram outras substâncias suspeitas num outro contentor, onde foram encontrados mais 700 quilogramas de cocaína também escondidos em caixas de sabão em pó.

"Os responsáveis pela carga fizeram um trabalho muito sofisticado. Colocaram a cocaína dentro das caixas de sabão com peso idêntico ao declarado nos documentos de embarque pelo exportador", explicou o chefe da Divisão de Repressão ao Contrabando Aduaneiro, Augusto da Rocha, à imprensa brasileira.

Embora a polícia ainda não tenha conseguido identificar os donos da carga e nem apurado se a droga foi colocada pelos próprios exportados ou mesmo sem o seu conhecimento, a polícia federal já prendeu dois suspeitos que foram encontrados no porto.

No veículo onde os dois suspeitos estavam, foram detetados mais 270 quilos de cocaína, pelo que as autoridades brasileiras acreditam que os detidos possam ser os responsáveis pela droga no interior dos contentores e que pretendiam esconder a restante carga.

"Pelo custo da logística, esta é uma organização criminosa altamente estruturada, mas teve um prejuízo enorme, já que é a maior apreensão de cocaína feita na história [do estado] do Rio de Janeiro", vincou o delegado e vice-chefe da Comissão de Repressão aos Entorpecentes, Bruno Tavares.