Sociedade

Costa diz que casos de tortura na GNR são "absolutamente inaceitáveis"

O governante diz-se repugnado com a situação e explicou que, apesar de não ter visto os vídeos, “ninguém que tenha visto essas imagens pode ter outro sentimento”.


O primeiro-ministro, António Costa, afirmou, esta sexta-feira, que os comportamentos de sete militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) que agrediram e humilharam imigrantes em Odemira são “absolutamente inaceitáveis”.

Os militares filmaram-se a agredir e a humilhar imigrantes em Odemira. Estão acusados de 33 crimes de maus-tratos, revela uma investigação da TVI/CNN Portugal. As vítimas – imigrantes provenientes do sul da Ásia, principalmente do Bangladesh, Nepal e Paquistão – eram escolhidos na rua para diversão dos militares, através de falsas operações STOP e de fiscalização de trânsito.

“Felizmente, elas [as imagens] já foram vistas em bom tempo pelas autoridades judiciárias. São imagens que têm já mais de dois anos e há mais de dois anos que esta investigação criminal está a ser desenvolvida pela Polícia Judiciária, pelo Ministério Público. Mostra que ninguém, obviamente, está acima da lei, e comportamentos daquela natureza são absolutamente inaceitáveis, sejam nas forças de segurança, sejam por qualquer pessoa", disse, em declarações à RTP e Antena 1, frisando que “não é possível aceitar esse tipo de comportamento”.

"Sei também que alguns desses agentes já foram punidos, um deles até com a pena de expulsão da Guarda Nacional Republicana. Portanto, a Inspeção-geral da Administração Interna também atuou e também tomou medidas", acrescentou.

O governante diz-se repugnado com a situação e explicou que, apesar de não ter visto os vídeos, “ninguém que tenha visto essas imagens pode ter outro sentimento”.

Também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reagiu esta sexta-feira ao caso. "O Presidente da República confia que Justiça será feita, com rapidez, em relação às acusações de inaceitáveis violações de liberdades, direitos e garantias, lembrando, por um lado, que as forças e serviços de segurança, e o Estado em geral, são particularmente responsáveis pelo seu respeito e cumprimento", sublinhou, numa nota publicada no site da Presidência da República.

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