Sociedade

Ministro da Administração Interna diz que "é impossível acabar" com filas nos aeroportos

Para atenuar a sobrecarga de passageiros nestas infraestruturas, o governante garantiu que “tudo está a ser feito por parte das autoridades e das instituições para monitorizar e reforçar as condições de apoio ao serviço no aeroporto", através de um plano que procura “responder aos desafios acrescidos do ponto de vista da procura" e "dar uma resposta mais célere e eficiente".


Mesmo com o avançar do plano de contingência, o ministro da Administração Interna afirmou, esta terça-feira, que “é impossível acabar” com as filas nos aeroportos, devido aos picos de determinados voos, sobretudo de manhã.

"Poderá haver algumas filas porque é impossível acabar com as filas em função de picos de quatro ou cinco mil pessoas que afluem às boxes de controlo do aeroporto”, apontou José Luís Carneiro durante a apresentação do plano de contingência para os postos de fronteira dos cinco aeroportos portugueses para o período de junho a setembro de 2022.

Para atenuar a sobrecarga de passageiros nestas infraestruturas, o governante garantiu que “tudo está a ser feito por parte das autoridades e das instituições para monitorizar e reforçar as condições de apoio ao serviço no aeroporto", através de um plano que procura “responder aos desafios acrescidos do ponto de vista da procura" e "dar uma resposta mais célere e eficiente".

"Este plano procura enfrentar esse aumento, mas é evidente que tempos de admitir que haja sempre alguns períodos em que seja necessário aguardar para que as entradas se façam no cumprimento das regras de segurança do país", advertiu o ministro.

“Para fazer face às necessidades do verão”, José Luís Carneiro indicou que o plano de contingência contém "três importantes novidades: um reforço substantivo dos recursos humanos nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Madeira e Açores, novas soluções tecnológicas para respostas imediatas mas também para média duração, e soluções operacionais".

De acordo com o plano apresentado no Ministério da Administração Interna, os aeroportos nacionais vão ter um reforço de 238 elementos do SEF e da PSP durante os meses de verão, mais 82% do que o efetivo atual nos postos de fronteira, sendo este reforço de meios humanos gradual e estará estabilizado em 04 de julho.

Ou seja, no total, os cinco aeroportos portugueses vão ter 529 elementos para fazer controlo de fronteiras aos passageiros provenientes de voos de países fora da União Europeia.

Além do reforço de inspetores do SEF de todo o país, este plano conta com 168 agentes da PSP.

Interrogado se este plano foi antecipado devido às filas verificadas no domingo no aeroporto de Lisboa, o ministro afirmou que o plano de contingência é considerado uma linha de ação regular para esta altura do ano, que começou a ser elaborado em abril.

Nas palavras de José Luís Carneiro, este plano vai ter "uma resposta gradual às necessidades porque o momento assim o exige", visto que os passageiros que estão a chegar a Portugal, através dos aeroportos, estão "a regressar aos números de 2019", além do acréscimo atual de cinco milhões de passageiros devido à saída da UE do Reino Unido.

Caso se avance com a extinção do SEF, que, entretanto, foi adiada até à criação da Agência Portuguesa para as Migrações e Asilo (APMA), as competências policias do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras vão passar para a PSP, GNR e Polícia Judiciária.

A PSP vai ficar com o controlo dos aeroportos, estando os agentes a receber formação para esse efeito.

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