Opiniao

As birras do menino Toninho

Costa, numa coisa tem razão, vamos mesmo ter que nos habituar a ele, pelo menos nos próximos quatro anos, porque a maioria absoluta que os portugueses lhe ofereceram, sem medirem as consequências resultantes do seu voto, inviabiliza qualquer tentativa de dele nos livrarmos, a não ser por métodos contrários aos constitucionalmente instituídos, solução que, obviamente, não apregoo.

As birras do menino Toninho

José Sócrates, no exercício da profissão que antecedeu a sua vida de estudante de filosofia em Paris, notabilizou-se por um conjunto de atributos, todos eles com carga negativa: prepotente, conflituoso, egocêntrico, vaidoso e irascível, entre muitos outros defeitos que foi aperfeiçoando à medida que o poder lhe subia à cabeça.

O então seu braço direito, que agora ocupa a cadeira em S. Bento que em tempos lhe pertenceu, herdou-lhe todas essas deficiências, acrescentando-lhe mais uma, a da má-educação!

Na recente entrevista que este aspirante a ditadorzinho concedeu a uma publicação de esquerda, não se conteve e deixou-se levar pelo seu característico mau-génio e notória falta de educação, ao destratar de maneira grosseira todos quantos não se revêem nas apregoadas virtudes da sua governação.

Aos portugueses, em geral, entoando o tom cínico e brejeiro a que nele nos acostumámos, deixou um  sério aviso, o de que todos temos que nos a ele habituar!

A democracia, como bem sabemos, a par das virtudes que nos seduzem, comporta também elevados riscos, e o principal é a faculdade de sufragar quem deixa o seu povo acorrentado a totalitarismos inaceitáveis.

Alguns dos piores ditadores que o mundo conheceu no último século, como Hitler e Mussolini, conquistaram o poder não pela força, mas sim através do voto popular.

Costa, em meia dúzia de anos, e com a benção do eleitorado, logrou instalar em Portugal um regime totalitário, ao implantar um sistema em que o aparelho do Estado se confunde com o aparelho do partido.

Na verdade, nos dias de hoje o Estado e o PS diluem-se num só, havendo agora uma clara dificuldade em os distinguir.

Costa, numa coisa tem razão, vamos mesmo ter que nos habituar a ele, pelo menos nos próximos quatro anos, porque a maioria absoluta que os portugueses lhe ofereceram, sem medirem as consequências resultantes do seu voto, inviabiliza qualquer tentativa de dele nos livrarmos, a não ser por métodos contrários aos constitucionalmente instituídos, solução que, obviamente, não apregoo.

Na referida entrevista, o nosso carrasco não resistiu em bramir a sua veia rancorosa, ao insultar aqueles que ele considera como queques, equiparando a sua forma de comunicação a guinchos.

Compreende-se este seu desprezo por uma franja considerável da população portuguesa; o menino Toninho cresceu junto deles, em particular durante o período escolar em que com eles conviveu, e a sua grande aspiração foi sempre o de lhe ser permitido inserir-se nesse meio.

Mas como não é queque quem quer, mas sim quem assim nasce, o menino Toninho, corroído pelos traços de boçalidade que o distinguia dos demais, não se conseguiu impor no seio do grupo a que sonhava pertencer, dedicando-se então a aproveitar todas as oportunidades para dele escarnecer.

Típico de menino mal-educado e insatisfeito com a vida que o destino lhe toldou em sorte.

Entretanto, o menino Toninho cresceu, em idade, e hoje tem como responsabilidade governar um País cada vez mais empobrecido e com uma sociedade fracturada e dividida em excesso.

Mas o seu ressentimento contra aqueles que, na sua infância e juventude, se recusaram em o admitir no seu núcleo, manteve-se inalterável, daí o trato insultuoso e raivoso que lhes reserva nas discussões públicas, conforme é visível nos debates com certos deputados e como acontecia sempre que entrava em diálogo com a anterior líder do CDS.

O menino Toninho, agora adulto, trata os seus opositores não em função das divergências políticas e pessoais que os afastam, mas sim de acordo com as diferenças sociais que os caracterizam!

Ao comportamento hostil e discriminatório contra um determinado grupo social atribui-se, por lei, a denominação de racismo.

Costa tem-se insurgido contra discursos que considera de racistas, em particular quando estão em causa críticas ao modo de vida de uma específica minoria que teima em não se querer integrar na sociedade e em que os seus membros, numa larga maioria, vivem de expedientes fraudulentos, envolvem-se em constantes distúrbios, agridem sistematicamente profissionais que se limitam a exercer o seu trabalho, nomeadamente em hospitais e em tribunais, recorrem amiúde ao roubo e à extorsão e recusam-se a aceitar a autoridade do Estado.

Quem denuncia esse tipo de comportamento é logo rotulado de racista e ameaçado de ter que responder criminalmente, mas Costa pode-se dar ao luxo de denegrir e gozar com as pessoas que na gíria popular são identificadas como queques, saindo sempre impune dessa conduta persecutória.

Mas as birras do menino Toninho não se ficaram por aqui. Questionado por jornalistas, há escassos dias, sobre qual a razão de não ter telefonado ao presidente da câmara de Lisboa quando a cidade esteve inundada, respondeu, bruscamente e de forma ruim, que o outro também não lhe telefonou quando teve a sua casa inundada.

É exactamente assim que as miúdos mal-criados e a quem não foram oferecidos uns necessários açoites em seu tempo, reagem perante uma adversidade: exageram e amuam!

A sua casa não foi inundada, mas apenas parte da garagem do prédio, mas fica bem dramatizar e multiplicar a extensão do problema.

Amuar, é um clássico nas crianças mimadas e mal-educadas: “já que não brincas comigo eu também não brinco contigo”!

Se não me telefonaste, eu também não te telefono!

Estes episódios, por hilariantes, poderiam fazer-nos rir, mas acontece que este menino, agora adulto, é o mesmo a quem os portugueses confiaram a condução dos seus destinos.

Por isso temos mesmo que nos habituar, os próximos anos vão ser de constantes amarguras e a culpa é toda nossa!

 

Os comentários estão desactivados.