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"Só soube da conta arrestada depois". Ministra da Agricultura sobre Carla Alves

Tal como i já avançou a permanência de Maria do Céu Antunes no Governo está tremida, uma vez que, não tem carta branca para escolher o novo secretário de Estado, depois da polémica nomeação de Carla Alves, que esteve pouco mais de 24 horas no cargo, após ter sido revelado que tinha contas penhoradas.

"Só soube da conta arrestada depois". Ministra da Agricultura sobre Carla Alves

A ministra da Agricultura garantiu esta quarta-feira, no Parlamento, que questionou a Carla Alves se tinha condições para assumir o cargo e se estava envolvida em algum processo, tendo reunido, "imediatamente", com a governante após o caso vir a público.

Tal como i já avançou a permanência de Maria do Céu Antunes no Governo está tremida, uma vez que, não tem carta branca para escolher o novo secretário de Estado, depois da polémica nomeação de Carla Alves, que esteve pouco mais de 24 horas no cargo, após ter sido revelado que tinha contas penhoradas.

Em causa está um processo envolvendo o marido da ex-secretária de Estado, que se encontra em fase de instrução no Tribunal de Bragança. Américo Pereira, ex-presidente da Câmara de Vinhais, foi acusado dos crimes de prevaricação, participação económica em negócio e de corrupção ativa – os dois têm uma conta conjunta.

“As questões que coloquei é se tinha condições para assumir o lugar, tendo em conta até que vive em Trás-os-Montes, o que tem implicações da parte logística. Questionei também se tinha algum processo e [Carla Alves] deu-me conta de que havia um processo que envolvia o marido, mas não tinha implicações com ela própria”, afirmou aos deputados.

E garantiu que só depois da tomada de posse é que “confrontados por um Órgão de Comunicação Social que falava sobre o processo do marido, e perguntámos - e mais uma vez aquilo que foi dito é que isto era um processo do marido. Foi então que soubemos que havia uma conta conjunta e que tinha tudo declarado".

"Em momento algum Carla Alves foi arguida ou acusada", reiterou Maria do Céu Antunes, que referiu que "a avaliação política foi feita pela própria" secretária de Estado: "Feitas as contas, entendeu que não tinha condições para continuar no cargo. Aceitei no imediato".

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