O inimitável Nelson Rodrigues, rei da crónica brasileira, chamou ao Flamengo-Fluminense os Irmãos Karamasov do futebol brasileiro. Este domingo, em Alvalade, joga-se o mais dostoievskiano confronto do futebol nacional. E a rivalidade começou com uma zanga de irmãos.
Armando Bó inventou a nudez feminina frontal no cinema argentino mas não resistiu a fazer o papel de Fangio antes deste ser Fangio.
Ficava na Rua do Ouro (pois claro!) e era a mais fascinante montra que existia em Lisboa para garotos da minha idade. Para lá da vidraça da Biaggio Flora, entre miniaturas de automóveis da Corgi Toys, da Dinky Toys ou da Solido, ziguezagueavam os comboios eléctricos da Märklín.
Sete vezes vencedor do Giro, Gino Bartali foi preso por transportar papéis que valeram a sobrevivência de dezenas de judeus
Este sábado, pelas 18h00, em Portimão, o Benfica precisa de vencer para manter a distância sobre um FC Porto que recebe o Casa Pia.
Pelo Iraque em busca das raízes da lenda do Ladrão de Bagdade e de Ali Babá e os 40 Ladrões. Afinal fazem com que o país fique mergulhado numa sombra que (já) não merece. Tudo por causa da imaginação fértil dos homens da literatura.
Adbón Porte, El Índio, abandonou os festejos da vitória, regressou ao campo e, no meio do relvado, disparou uma bala no peito.
Amanhã há Benfica-Braga na Luz (20h30). Foi precisamente contra o Benfica que o Braga se estreou na I Divisão em 1947, goleado por 1-6.
Talvez Shevchenko tenha sido o melhor jogador da Ucrânia (com licença de Blokhin): mas é certo que Shevchenko foi o maior poeta da Ucrânia
Uma cidade melancólica que não esquece as feridas e as cicatrizes das guerras que a destruíram. O desejo de voltar a ser uma das princesas do Médio Oriente mas, ao mesmo tempo, uma sensação desorganizada de que ninguém sabe ao certo o caminho a seguir.
Desventuras de um jornalista percorrendo um Iraque destruído em busca dos lugares e das lendas que chegam a ser de 5700 anos antes de Cristo e falam do tempo em que a língua, que era só uma, se desfez em centenas de outras línguas que não se entendem umas às outras.
Borocotó fez questão de criar uma personagem infeliz – ofereceu-lhe uma deficiência cardíaca que o afastou do futebol
Há um mês os encarnados viviam no centro de todos os elogios. De repente colapsaram e até já se aposta que perderão o campeonato.
Durante dias percorri as estradas, apenas caminhos de um Iraque que quer voltar à vida mas está ainda demasiado destruído para se lhe poder chamar um país. Bagdade alinda-se aos poucos; Ur não passa de um monobloco no deserto; só Ishtar, a oitava porta da Babilónia ainda nos faz recordar as cores perdidas.
Maschio, Angelillo e Sivori foram caçados pelos clubes italianos depois da vitória na Copa América de 1957 – eram os Carasucias.
Só já depois de se conhecerem os finalistas é que a UEFA marcou a decisão da Taça dos Campeões de 1965 para San Siro. O Inter bateu o Benfica (1-0), mas a Europa não perdoou a desonestidade.
Era sempre o homem da última palavra – mesmo que esta lhe saísse do único pulmão que tinha, como um sopro
Este domingo, o FC Porto precisa de palmilhar 300 kms para cumprir as palavras incendiárias do seu presidente e visitar o inimigo, no Estádio da Luz, pelas 18h, um jogo que pode matar o campeonato.
Se o resultado do Peru frente à Finlândia provocara escândalo – os europeus receavam, sobretudo, o Uruguai e a Argentina, que não se tinham feito representar – o adversário que lhe cabia defrontar a ser era, só pelo nome, capaz de apavorar um manada de rinocerontes, meia dúzia de crocodilos e uma boa centena de…