A contraofensiva será uma verdadeira prova de fogo para a Ucrânia e para os aliados.
A China está mais interessada em fazer negócios do que em patrocinar conflitos, o seu crescimento económico é mais importante no imediato do que a estratégia militar.
Putin está a arrastar a Rússia para uma posição cada vez mais irrelevante economicamente como ator mundial e a colocá-la numa posição subalterna em relação à China, restando-lhe o poder nuclear.
Em 2021, o regime Bielorrusso chegou ao ponto de praticar pirataria aérea ao desviar um avião comercial da Ryanair, fazendo-o aterrar em Minsk para deter um ativista da oposição.
A Nato alterou o seu conceito estratégico, mas não mudou os seus princípios. A Aliança Atlântica continua a ser uma organização defensiva que só reage quando diretamente atacada, mas no entanto, e perante as atuais circunstâncias, foi forçada a mudar o seu posicionamento estratégico em relação à Rússia, que passou agora a ser a sua…
O Ocidente tem que, de uma vez por todas, decidir se consente que a Ucrânia capitule ou se pretende travar as aspirações expansionistas russas. Sabe-se que esta guerra vai ter muitos custos, por certo muito superiores aos que a Europa pagou até agora, mas para evitar males maiores no futuro, talvez valha fazer esse esforço.
É importante recordar que tanto os EUA como a UE não sancionaram o trigo russo. Na verdade, apenas as quotas de importação de fertilizantes contendo potássio, provenientes da Rússia, foram limitadas pela UE.
Todos os dias, milhares de cidadãos indefesos são vítimas de ataques indiscriminados. Não há um único lugar na Ucrânia que esteja a salvo. Tudo é alvo para a brutalidade russa.
É verdade que muito do que tem que ser feito para pôr fim a esta guerra não depende de nós enquanto cidadãos anónimos, mas da Europa no seu todo e da ação concertada com outras nações que defendem o direito internacional, a democracia e a liberdade.