Defende uma arte exigente, que requer energia e empenho por parte das pessoas. E recusa baixar a fasquia. Muitas vezes, edita os seus textos mesmo sabendo que isso o vai fazer perder leitores. ‘Como não dependo da venda dos livros, faço o que quero e a minha mão não treme’, assume.
Inaugurando uma nova linha, numa obra de imenso fôlego, As Botas de Mussolini é uma pequena reflexão sobre o século XX. Juntando um conjunto díspar de detalhes, de pequenas histórias, Gonçalo M. Tavares devolve-nos um século carregado de tragédia e de catástrofe.