Hoje Escrevo Eu


  • Sem rosto e sem pés nem cabeça

    A moeda com que a Imprensa Nacional assinala os 500 anos de Camões é uma coisa horrorosa. Faz lembrar os cartoons com que Cid  retratava Balsemão, um homem sem rosto. No caso, José Aurélio, com reputada obra, só faz sobressair a deficiência do Poeta. Muito mau gosto!


  • O espanhol é que não quer bom começo

    A direita desbaratou a maioria de 140 deputados na AR conquistada nas eleições de 10 de março, deixando-se apanhar na curva pela esquerda unida. Começar pior era impossível.


  • A porta dos fundos

    A TV é o espelho do país. E o sinal dos tempos é que, num ápice, os painéis de comentadores passaram a contar com gente do Chega, de Pedro Pinto a Diogo Pacheco de Amorim. A não eleição de Augusto Santos Silva não é um fait-divers destas eleições. É um marco, e histórico.


  • Direita, volver

    Se os debates na TV são relevantes – e dos mais esperados já só falta o maior, entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos – e as sondagens antecipam (mais do que resultados) tendências, as eleições de março confirmarão uma viragem à direita, com uma vitória da AD e o reforço substancial do Chega. Sente-se.



  • A ilha e o mar de contradições

    Passaram-se 7 dias e há arguidos detidos na Madeira que ainda não foram sujeitos a 1.º interrogatório perante um juiz. O presidente do Governo da Madeira demitiu-se, mas não é bem assim. A Constituição proíbe a dissolução da Assembleia Regional, mas ninguém quer saber.


  • Entalados entre Açores, Espanha e França

    As regionais nos Açores, a 4 de fevereiro, poderão ter uma influência inusual  no resultado das legislativas nacionais do mês seguinte. A esperança da AD é que José Manuel Bolieiro consiga a maioria absoluta e os ventos de feição cheguem ao continente. O PS conta com o Chega.


  • Esqueçam, ele não se reforma

    António Costa retribuiu, sexta-feira, a Pedro Nuno Santos a graça que este lhe fez há cinco anos, na Batalha, fazendo com que o Congresso da consagração do novo líder socialista mostre que ele, Costa, ainda continua longe de ter de pôr os papéis para a reforma.


  • Meloni e os 800 anos do Presépio

    Por que será que a Forbes coloca a PM italiana entre as quatro mulheres mais poderosas do mundo em 2023? Onde está o ‘papão fascista’ que a extrema-esquerda europeia tanto temeu quando Meloni ganhou as eleições e o direito a formar Governo para lá dos Alpes?