Assis considera que o PS ainda é olhado “com desconfiança” pelo país. Na recuperação da credibilidade do partido, Seguro tem feito “um bom trabalho”. “Estou convencido que com a liderança de António José Seguro se está a retomar o caminho da confiança”, considerou. Há muitos portugueses que não estão com o PS “porque acham que o PS teve responsabilidades na crise”.
Se houver um congresso, Assis “estará ao lado de António José Seguro, não só por obrigação moral”, mas também porque acha “que tem feito um bom trabalho” no PS. Seria “um acto incompreensível que depois de andar dois meses a seu lado em campanha a dizer que seria um bom primeiro-ministro” agora renegasse essa ideia. “Acho que ele tem conduzido bem o PS”, disse.
Questionado se o PS teria um melhor resultado com António Costa, respondeu: “não estou convencido disso”. Assis nota uma “excessiva fulanização” do debate que é empobrecedora. Confrontado com um texto em que considera Costa um político com capacidade para ser primeiro-ministro, Assis reiterou o juízo feito. Mas acrescentou: “António José Seguro também tem as características para liderar uma maioria”. Mais à frente exaltou as qualidades excepcionais de Costa, mas avisou para “um messianismo que pode chegar a ser perigoso” em seu redor.
Quanto à disputa entre Costa e Seguro, ela “tem de ser resolvida o mais depressa possível”, porém afasta a hipótese que o embate seja prejudicial para as aspirações do partido a ser Governo em 2015.
Assis, na noite eleitoral, foi o primeiro a celebrar a vitória, tendo sido criticado por ter exagerado no tom. “Não foi triunfalismo”, respondeu agora ao jornalista Vítor Gonçalves.
Considera que as sondagens não devem determinar o futuro do PS. “Acho até estranha essa sondagem”, disse, questionado sobre o significado da sondagem da Intercampus, para a TVI, que na segunda-feira dava o PS apenas quatro décimas à frente, caso se realizassem legislativas agora. “Há outras sondagens que dão outros resultados”, acrescentou Assis.
SOL