A denúncia foi feita pelo embaixador do Iraque junto das Nações Unidas, Mohamed Ali Alhakim, numa carta a que a Reuters teve acesso.
O diplomata pede ajuda à comunidade internacional para “travar a ameaça do uso [daquela substância] por terroristas no Iraque e no exterior”. No entanto, a agência atómica das Nações Unidas, a AIEA, afirma que o material roubado não é perigoso, sendo difícil a sua utilização para fins militares.
Contudo, um porta-voz da AIEA, Gill Tudor, disse que “qualquer perda de controlo regulatório sobre materiais nucleares e atómicos é sempre um motivo de preocupação”.
A carta do diplomata iraquiano é conhecida um dia depois das autoridades de Bagdade terem confirmado que os rebeldes sunitas tomaram uma fábrica desactivada de armas químicas. Também neste caso, as Nações Unidas consideram baixo o risco de os radicais desenvolver armamento de destruição massiva.