Santana Lopes comentava a notícia de que António Guterres – o actual responsável pelos refugiados na ONU – prolongava o seu mandato até ao final do ano, concluindo que até Outubro não fazia sentido falar de presidenciais. "Assim acaba o nervosismo de quem acha quem dizia que eu tinha vantagem", ironizou o provedor da Santa Casa de Misericórdia.
Entre as justificações para o adiamento está a situação de incerteza política que aconselha a que se separem legislativas e presidenciais. A crise europeia suscitada pela vitória do Syriza ou as dúvidas internas relacionadas com a coligação eleitoral entre PSD e CDS levam a que o país se deva concentrar nas eleições legislativas, pensa Santana Lopes.
António Vitorino assistiu ao anúncio de Santana Lopes com a surpresa estampada no rosto. "Já ganhei a noite. Estamos livres de falar de presidenciais até Outubro", gracejou de seguida.
O socialista disse ainda que a decisão de Guterres permanecer na ACNUR não lhe colocava "uma grilheta" que o impeça de se candidatar a Belém. O ex-primeiro-ministro continua a ser "o principal candidato da área socialista", concluiu Vitorino.