Um requerente de asilo de 15 anos foi ontem preso na cidade de Mölndal, na Suécia, sob suspeita de ter assassinado à facada Alexandra Mezher, uma funcionária de um centro de refugiados, de 22 anos.
A vítima, de origem libanesa, ainda foi transportada para o hospital mas não resistiu aos graves ferimentos. Apesar de ainda não ter sido confirmado, suspeita-se que tenha sido morta durante uma luta de adolescentes.
Mezher trabalhava no asilo há apenas alguns meses e planeava fazer uma pós-graduação em ciências-sociais.
O centro de refugiados em questão recebe apenas refugiados menores que chegam sozinhos e sem família. Para maior segurança, os residentes, com idades entre os 14 e os 17, foram transferidos para um novo local.
Horas depois, o primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, visitou o local. “Acredito que exista um elevado número de pessoas na Suécia que sentem que mais casos destes podem acontecer, numa altura em que o país recebe tantos jovens e crianças que vêm sozinhos para pedir asilo”, disse o primeiro-ministro, lamentando o “terrível crime”.
A polícia sueca está a investigar o crime, numa altura em que ainda não se sabe o que motivou o jovem a cometer o delito.
Para evitar que crimes desta natureza voltem a acontecer, a polícia sueca destacou quatro mil polícias para o combate ao terrorismo. “Somos forçados a responder aos muitos problemas que acontecem nos asilos e em alguns locais são precisos muitos polícias”, disse o comissário da polícia nacional sueca.
Em 2015, a Suécia recebeu quase 163 mil pedidos de asilo, um terço deles eram de origem síria. Desse número, 35 400 são menores que chegam sozinhos.
A agência nacional de Migração descreve o aumento das chegadas de menores não acompanhados como “um grande desafio para o país”.