Lisboa está nas bocas do mundo e não pelos melhores motivos. Um pouco por todos os cantos do globo, os meios de comunicação social fizeram manchete do trágico acidente do Elevador da Glória, uma das imagens de marca da capital de Portugal. BBC, New York Times, El País, El Mundo, Le Figaro, The Guardian, CNN ou Folha de São Paulo… foram muitos os que destacaram o trágico acontecimento, cujo impacto no turismo – em particular da capital – e na economia nacional é agora uma incógnita.
Ao Nascer do SOL, Vítor Costa, diretor-geral da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), lembrou que o Elevador da Glória «é um dos símbolos de Lisboa e um ponto de interesse muito procurado por quem nos visita» e estimou que «o grande impacto que este acidente já teve nos media internacionais irá produzir efeitos muito negativos no curto prazo».
Vítor Costa lamentou o acidente, manifestando «solidariedade às vítimas e às suas famílias, apresentando sentidas condolências e votos de rápida recuperação», mas disse esperar que os eventuais impactos negativos possam ser rapidamente ultrapassados.
De resto, foram vários os responsáveis do turismo e da restauração que se mostraram consternados e solidários com este trágico desfecho.
A Confederação do Turismo de Portugal diz ter sido com «tristeza e consternação» que tomou conhecimento do acidente. «Neste momento de dor profunda, expressamos as nossas mais sinceras condolências às famílias e amigos das vítimas, solidarizando-nos com todos os que foram afetados por esta terrível ocorrência», comunicou ao Nascer do SOL, destacando uma palavra de apreço «para com todas as entidades envolvidas no socorro e no apoio às vítimas».
Já a AHRESP manifestou «profundo pesar pelas perdas humanas, endereçando sentidas condolências às famílias e amigos das vítimas e desejando uma rápida recuperação a todos os feridos», acrescentando ainda o «reconhecimento às equipas de socorro que atuaram prontamente no local e a sua solidariedade para com todos os que foram direta ou indiretamente afetados por esta grave ocorrência».
Para a AHRESP, «é imperativo apurar com rigor as causas deste acidente. Apenas identificando o que falhou será possível implementar as correções necessárias e evitar que situações semelhantes se repitam, garantindo que Lisboa continua a ser um lugar seguro para quem a vive e visita».
Também o Turismo de Portugal endereçou «às famílias das vítimas e a todos os que, direta ou indiretamente, sofrem com esta perda as mais sentidas condolências, bem como a sua solidariedade na recuperação de todos os feridos», manifestando «reconhecimento e apreço para com todas as entidades envolvidas no socorro e apoio às vítimas e acompanha na dor a cidade de Lisboa neste difícil momento de luto».
Recorde-se que, em 2024, a Região de Lisboa atingiu um marco histórico ao conseguir superar, pela primeira vez, os 21 milhões de dormidas em alojamentos turísticos, tendo-se consolidado como o principal destino turístico de Portugal.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, a Região de Lisboa registou um total de 21.014.900 dormidas, um crescimento de 4% face a 2023. Este valor representa 26,2% da procura turística nacional.