Internacional

Israel confirma ataque a escola da ONU, Ban Ki-moon condena “acto criminoso”

O exército israelita admitiu neste domingo ter disparado horas antes sobre um alvo próximo de uma escola da ONU em Rafah, na Faixa de Gaza, onde pelo menos 10 palestinianos morreram.

“O exército israelita tinha como alvo três terroristas da Jihad Islâmica que se deslocavam num veículo motorizado nas imediações de uma escola da ONU em Rafah. As forças de defesa de Israel estão a analisar as consequências deste ataque” àquele local onde se encontravam refugiados cerca de 3 mil palestinianos, diz o comunicado militar.

O ataque foi duramente condenado por Ban Ki-moon, que condenou a acção e classificou-a como "um acto criminoso". Na sua declaração, a mais dura até hoje sobre os ataques de Israel a prédios da ONU na Faixa de Gaza, o secretário-geral da ONU disse tratar-se de uma nova "violação do direito humanitário internacional".

Washington também reagiu com consternação ao bombardeamento, pressionando Israel a “esforçar-se mais” para evitar vítimas civis, indicou a porta-voz do departamento de Estado.

“Os Estados Unidos estão consternados com o vergonhoso bombardeamento de uma escola da UNRWA em Rafah”, declarou Jennifer Psaki em comunicado.

 

Governo britânico exige cessar-fogo incondicional

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Philip Hammond, exigiu hoje um cessar-fogo incondicional para resolver a situação em Gaza, que classificou de intolerável.

Hammond, que substituiu William Hague na pasta dos Negócios Estrangeiros no mês passado, afirmou ao jornal Sunday Telegraph que a matança tem de parar, depois de se ter afirmado “gravemente preocupado” com o número de vítimas civis da operação militar de Israel na Faixa de Gaza.

“O público britânico tem um forte sentimento de que a situação da população civil em Gaza é intolerável e exige uma resposta – e nós concordamos com eles”, afirmou o governante ao jornal.

“Há um vasto leque da opinião pública britânica que se sente profundamente perturbado com o que está a ver nos seus ecrãs de televisão ", acrescentou.

O antigo ministro da Defesa reconheceu as preocupações quer do Hamas quer de Israel, mas insistiu que não podem prejudicar um cessar-fogo humanitário.

“Temos de parar a matança”, disse o ministro.
 

 


 

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