Politica

Marcelo sai em defesa de Passos

O antigo líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa veio defender Passos Coelho, acusado de ter recebido pagamentos da Tecnoforma, enquanto era deputado.


O comentador considera que o primeiro-ministro não violou “intencionalmente” a lei. “Acho que ele não fez isso intencionalmente. Eu acredito quando ele diz que não tinha noção que estava a violar a lei”, afirmou ontem no seu espaço semanal de comentário na TVI.

Para Marcelo tratou-se de um desleixo, desleixo esse que antes teria sido tolerado, mas não agora. “Há 17 anos este desleixo era tolerável e agora as pessoas já não os toleram. Se fosse agora as pessoas estariam mais atentas e a responsabilidade era muito mais imediata”, acrescentou.

Na semana passada, foi noticiado que a procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, recebeu este ano uma denúncia sobre alegados pagamentos do grupo Tecnoforma a Pedro Passos Coelho, quando este desempenhava funções de deputado em exclusividade entre 1995 e 1999 (e que ascenderiam a 150 mil euros).

No entanto, esta manhã a Assembleia da República, respondendo ao pedido de clarificação do próprio primeiro-ministro, fez saber que Pedro Passos Coelho não teve entre Novembro de 1995 e de 1999 qualquer regime de exclusividade enquanto exerceu funções de deputado.

Já sobre os ministros da Educação e da Justiça, Nuno Crato e Paula Teixeira da Cruz, Marcelo disse que os seus pedidos de desculpas foram “um exercício teatral de humildade”, que não resolveu os problemas políticos em torno dessas duas pastas. Problemas que, segundo o comentador, terão um preço nas próximas eleições.

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