Opiniao

O regresso do Kremlin

É tempo de regressos neste final de 2015. Depois de vários anos remetida ao esquecimento, a Casa Mãe de Lisboa, no que ao mercado noturno diz respeito, reabre para gáudio de muitos que por lá viveram algumas das melhores noites da sua vida e para muitos outros que vão poder respirar o ambiente do underground lisboeta que em tempos foi considerado uma das referências mundiais da música eletrónica.

Por lá passaram alguns dos melhores DJ do mundo numa altura em que Portugal pouca expressão tinha nesta área. Foi por isso também um espaço mítico, muito especial numa época em que a intensidade que se exprimentava pela primeira vez num mundo totalmente novo como é disso exemplo a famosa Studio 54 em Nova Iorque. O Grupo K emergia então com todo o seu esplendor, tendo, passado pouco tempo, aberto a Kapital para um público mais social.

Com a abertura de outros espaços, o Kremlin foi ficando cada vez mais desgastado, com um ambiente mais pesado e onde se foi perdendo a magia inicial. Fechou e reabre agora pela mão de um dos empresários da noite portuguesa, Vitor Marcelino, nome conhecido não só por cá, mas sobretudo em Ibiza onde trabalhou em algumas das melhores discotecas, proporcionando a muitos bon vivants da nossa praça terem acesso a algumas das festas
mais emblemáticas da Ilha Mágica,  que se fará acompanhar de Sandra Frade.

O conceito de nome Mojo pretende trazer aos amantes de música eletrónica um conceito mais clean que pretende juntar a alguns dos grandes nomes do passado as promessas emergentes das nossas cabinas. O espaço/museu merece de facto ser visitado pelas características que encerra. Também o Kings and Queens reabre dia 5 deste mês e dizem por aí que o Alcântara-Mar também poderá renascer, onde não se sabe…

O tempo não volta para trás, mas existirá sempre espaço para os grandes no meio de nós...