Politica

Jerónimo define como prioridade alterar a legislação laboral

No encerramento do congresso, o secretário-geral do PCP voltou a defender a renegociação da dívida pública e a "libertação da submissão ao euro"

Jerónimo de Sousa, que foi reeleito secretário-geral, por unanimidade, definiu, no encerramento do congresso, "algumas das prioridades" do PCP a curto prazo. 

Os comunistas defendem o aumento do Salário Mínimo Nacional em 600 euros já em janeiro de 2017 - uma meta que o governo só espera atingir no final da legislatura -, o aumento dos salários, a "alteração dos aspectos gravosos da legislação laboral, nomeadamente a revogação da caducidade da contratação colectiva e a reposição do tratamento mais favorável aos trabalhadores", o "combate à precariedade" e a "defesa e valorização do SNS, da escola pública, dos transportes públicos e da Cultura". 

No discurso de encerramento, Jerónimo voltou a identificar como prioridades "a acção pela renegociação da dívida pública e a libertação da submissão ao euro". 

"Reafirmamos, em síntese, o conteúdo da política patriótica e de esquerda: libertar Portugal da teia de submissão, dependência e constrangimentos impostos pelo euro, renegociar a dívida e recuperar para o país o que é do país", defendeu Jerónimo. 

Para o PCP, “é incompreensível que o país não esteja preparado para se libertar da submissão ao euro" e que se deixe o país desarmado perante processos de asfixia e chantagem”. 

Em relação às próximas autárquicas, Jerónimo de Sousa defendeu que o objectivo do PCP é "confirmar maiorias" e "conquistar novas posições e mandatos".