Politica

Presidenciais. Se Guterres fosse candidato, Marcelo não tinha entrado na corrida

Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse há dois anos

Marcelo Rebelo de Sousa admitiu esta sexta-feira que, caso António Guterres se tivesse candidatado às eleições presidenciais de 2016, “quase de certeza” não teria avançado na corrida eleitoral.

"Vamos imaginar que o António Guterres era candidato a Presidente da República na altura em que eu fui. Eu quase de certeza não era candidato porque eu achava que ele cumpria essa missão melhor do que eu. Porquê concorrer contra ele? Ele cumpria melhor do que eu", afirmou, citado pela agência Lusa.

Marcelo Rebelo de Sousa falava numa aula-debate com alunos do secundário numa escola de Almada, numa iniciativa que assinala os dois anos desde que tomou posse como Presidente da República.

"Para nós, fazer política era - e é - uma missão, é servir os outros. E portanto só há obrigação de desempenhar um determinado cargo se houver um dever de consciência de cumprir melhor essa missão do que outros porque senão não vale a pena", acrescentou.

Marcelo aproveitou para recordar o momento em que decidiu candidatar-se às eleições presidenciais, pouco tempo depois de ter nascido a nova solução governativa para Portugal, na sequência das legislativas de 2015: "Naquele contexto, eu achei que para o equilíbrio global do país, talvez fosse boa ideia, com uma solução governativa à esquerda, haver quem dentro da direita fosse a esquerda da direita com capacidade de diálogo à esquerda, mas que equilibrasse o país no contexto que existia". Marcelo considera que havia bons candidatos, mas "não havia nenhum que pudesse cumprir essa missão" como ele.