Sociedade

Marquês. Vara tenta afastar superjuiz

Defesa do amigo de Sócrates e ex-administrador da CGD vai tentar usar formalismos para afastar Carlos Alexandre da fase de instrução, alegando violação do princípio do juiz natural.

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O tempo de férias não faz abrandar os trabalhos na Operação Marquês. Os advogados dos arguidos tentam encontrar ‘bóias de salvação’ antes da fase de instrução, em setembro - onde se decidirá se vão ou não a julgamento. A defesa de Armando Vara fez isso mesmo e decidiu entrar por um caminho que já tinha sido percorrido por José Sócrates - fazer de tudo para que o juiz Carlos Alexandre não fique com este processo na fase que se avizinha.

O advogado de Armando Vara pediu para consultar o mapa de distribuição deste processo na fase de inquérito, pedido esse a que o Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) deferiu. Em 2013, ano em que foi aberto este inquérito, Carlos Alexandre era o único juiz do TCIC - só em setembro de 2014 é que o tribunal passa a ser ‘dividido’ com João Bártolo. Ora, é precisamente nesse ano que a distribuição deixa de ser manual e passa a ser eletrónica. No entender da defesa, o processo teria de ser redistribuído de novo de forma eletrónica, sendo essa tarefa presidida por um juiz. 

 

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