Politica

Eurodeputado do CDS diz que Portugal não é a Jamaica

"A atitude do assessor do partido Mamadou Ba, insultando as forças de segurança de ‘bosta da bófia’, é simplesmente inqualificável e inominável”, escreveu Nuno Melo

O eurodeputado Nuno Melo considera que o Bloco de Esquerda tem “um problema com a autoridade do Estado” o que é “ridículo”. Mas o eurodeputado democrata-cristão vai mais longe ao dizer que os “ataques” daquele partido às forças de segurança não têm “perdão”.

“A história do BE regista dezenas de juízos desprimorosos contra a PSP e a GNR”, escreveu Nuno Melo numa crónica publicada no Jornal de Notícias intitulada “Portugal não é a Jamaica”.

Para o eurodeputado, “não se pode presumir ilegítima toda a força e racial a motivação, quando os envolvidos não sejam propriamente caucasianos”. Nuno Melo critica, por isso, as atitudes da deputada bloquista Joana Mórtagua, que partilhou um vídeo com imagens da intervenção policial domingo no Bairro da Jamaica, no Seixal, e do assessor também do Bloco Mamadou Ba, que tratou a polícia por “bosta da bófia”.

“Não conhecendo os factos, ignorando as circunstâncias da recente atuação policial no Bairro da Jamaica, foi exatamente assim que a deputada do BE Joana Mortágua concluiu: 'violência policial'", referiu Nuno Melo.

Já "a atitude do assessor do partido Mamadou Ba, insultando as forças de segurança de ‘bosta da bófia’, é simplesmente inqualificável e inominável”, frisou, explicando que não é por ser senegalês e ter “sido acolhido por Portugal, onde vive, como tantas outras pessoas de todo o Mundo. Antes, sim, porque trabalha no órgão de soberania Assembleia da República, pago pelo erário público, representando um Estado que tem nas forças de segurança e no respeito pelos seus agentes uma parte do que deve saber honrar”.

Nuno Melo sublinhou ainda que Mamadou Ba “se desdobra em juízos de valor depreciativos sobre a história de Portugal, chamando à perspetiva histórica sobre os descobrimentos 'nacionalismo bacoco que teima em se desfazer do mito da exceção lusitana no que toca ao passado esclavagista' e que se permitiu com ignorância o absurdo da acusação de racismo ao padre António Vieira”.

Na opinião do democrata-cristão o comportamento destes dois bloquistas peca também por não mostrar “um único exemplo de repúdio pelos inúmeros casos de violência contra agentes e guardas”. Nuno Melo lembrou que “só no ano de 2017, um agente morreu e 269 foram feridos. Em outubro passado, um imigrante ilegal, suspeito do furto de bicicletas encontradas na casa onde pernoitava, fraturou o nariz a um agente da PSP, dentro de uma esquadra”. E continuou: “Como é evidente, para o BE, o inverso seria racismo. Mas como o agredido foi o polícia, nem uma palavra”.

Por último, o eurodeputado deixou um recado: “da próxima vez que os deputados e assessores do partido entrarem no Parlamento, olhem bem para os polícias à porta. Podem ter a certeza de que, mesmo se detestados pela extrema-esquerda, não lhes negarão segurança, no dia em que dela precisem”.