Politica

César nega envolvimento na nomeação do primo de “5.º grau” para a NAV

Francisco César Gil foi nomeado em 2016 como administrador da Navegação Aérea de Portugal (NAV).  Presidente do PS diz que grau de parentesco é em "5.º grau" e que "nada" teve que ver com a sua nomeação, assinada em conjunto pelo ministro das Finanças e pelo ministro das Infraestruturas e do Planeamento

O presidente do PS, Carlos César diz que Francisco César Gil é seu parente em “5.º grau” e que “nada” teve que ver com a sua nomeação para administrador da empresa pública Navegação Aérea de Portugal (NAV).

O caso foi revelado ontem pela revista Sábado que deu conta que Francisco César Gil foi nomeado em 2016 para a NAV através de um despacho conjunto do ministro das Finanças, Mário Centeno, e do ex-ministro das Infraestruturas e do Planeamento, Pedro Marques.

Antes, entre maio de 2013 e abril de 2016, Francisco César Gil – engenheiro eletrónico de formação - foi vogal no conselho de administração da Sata, companhia aérea açoriana que conta com fundos públicos.

Hoje, Carlos César enviou às redações uma nota de esclarecimento a garantir que “nada tive nem tenho a ver com a sua condição profissional, ou com essa ou qualquer outra sua nomeação, nem atual nem passada, pelo que a notícia, como muitas outras, é falsa e insidiosa”.

São vários os familiares do presidente do PS que ocupam ou ocuparam cargos na Administração Pública. O irmão, Horácio César, que já está reformado, foi assessor de Jaime Gama e começou a carreira muito antes do atual líder parlamentar do PS se tornar deputado regional do PS/Açores nos anos 1980.

O filho, Francisco César, é há semanas líder parlamentar da bancada regional do PS/Açores, e César assegurou que “nunca desempenhou funções de nomeação”.

A nora, Rafaela Teixeira, é chefe de gabinete numa secretaria do executivo regional açoriano, liderado pelo PS, escolhida muito depois de César ter passado pelo Governo Regional dos Açores.

Luísa César, a esposa, presidiu à estrutura de missão da Casa da Autonomia nos Açores, sendo funcionária pública desde a década de 1970 na Biblioteca Pública Nacional.

A sobrinha, Inês César, foi contratada em janeiro de 2017 pela Gebalis, a empresa municipal encarregue da gestão de bairros sociais em Lisboa. Antes, a sobrinha do líder parlamentar do PS ocupou o cargo de assessora na junta de freguesia de Alcântara, liderada pelo socialista Davide Amado.