Sociedade

Trindade. Pai e filho na mira do MP no caso EDP

António Mexia e Manso Neto requereram o afastamento de Carlos Alexandre do processo das rendas excessivas. O SOL sabe que o MP alargou a investigação à contratação pela EDP, em 2013,_do pai do ex-secretário de Estado Artur Trindade e à nomeação deste para o OMIP, em 2017.

Atónio Mexia e de João Manso Neto de afastamento do juiz Carlos Alexandre do processo que investiga as alegadas rendas excessivas da EDP deu entrada anteontem à noite e levou à suspensão das audições marcadas para a próxima semana, para que o Tribunal da Relação de Lisboa decida sobre a alegada imparcialidade ou não do superjuiz. O SOL sabe que a razão alegada no requerimento diz respeito à falta de parcialidade do juiz, sendo que os requerentes alertam para a existência de sinais que apontam para uma concertação entre o juiz e o Ministério Público no sentido de virem a ser aplicadas novas medidas de coação aos arguidos. Mexia e Manso Neto questionam ainda a razão de só agora terem sido notificados para serem ouvidos, oito anos depois da abertura do inquérito. Ao SOL, fonte oficial da elétrica recusou avançar mais comentários sobre este assunto, confirmando apenas «a entrega do pedido de recusa do juiz Carlos Alexandre».

Ao que o SOL apurou, a par da investigação das rendas excessivas de energia, que envolvem o ex-ministro Manuel Pinho, o Ministério Público está também a investigar a contratação de Artur Trindade (pai do ex-secretário de Estado da Energia do Governo de Passos Coelho, que também se chama Artur Trindade) pela EDP. Nos autos a que o SOL teve acesso, Carlos Alexandre despacha favoravelmente a promoção de nova análise aos emails de António Mexia e de Manso Neto, solicitada pelo MP.

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