Politica

Carlos Carreiras arrasa Rui Rio e desafia-o a candidatar-se a Lisboa ou ao Porto

O autarca de Cascais acusa o líder do PSD de defender o adiamento das eleições para poder “construir uma narrativa de vitimização que justificará, com sete meses de antecedência, um possível mau resultado nas autárquicas”.


O presidente da Câmara de Cascais critica, num artigo de opinião publicado no jornal i, o líder do PSD por ter defendido o adiamento das eleições autárquicas, estatégia contra a qual Carlos Carreiras “é absolutamente contra”.

“A posição de Rio é nefasta (para o país) e derrotista (para o partido). Em vez de se propor adiar eleições, Rui Rio deveria centrar-se na apresentação de propostas que aumentem a participação eleitoral”, escreve o autarca no i.

Carlos Carreiras considera que o argumento da saúde pública usada pelo líder da oposição, envia a mensagem ao resto do mundo de que “o país desconfia das suas próprias metas para a vacinação e para a obtenção da imunidade de grupo. Isto tem consequências socioeconómicas negativas para o país – desde logo no turismo, como se tem visto pelos cancelamentos em cadeia em muitos mercados”.

O autarca de Cascais vai mais longe e considera que Rui Rio quer adiar as eleições “porque o processo autárquico no PSD é uma inexistência. Esta é uma jogada tática: adiar permite ganhar tempo; não adiar dá ao presidente do partido a oportunidade de construir uma narrativa de vitimização que justificará, com sete meses de antecedência, um possível mau resultado nas autárquicas”.

“O PSD não é isto. O PSD não tem de ser isto. Onde é que mora a ambição do partido mais popular de Portugal?”, acrescenta.

Para Carreiras, a escolha de Rio por este caminho “implica que o próprio presidente do Partido vá a votos, no Porto ou na capital, dando o exemplo e confiança aos seus vice-presidentes e a muitos deputados, seus apoiantes indefetíveis, para também eles avançarem como candidatos. Todos eles têm o dever de ser os primeiros a dar a cara pelo partido nas autárquicas se acreditam mesmo no sucesso do afunilamento”.

Leia aqui na íntegra o artigo de opinião de Carlos Carreiras.