Internacional

Ministro das Finanças russo vai participar na próxima reunião do G20 a convite da Indonésia

Os convites não ficam por aqui. A Indonésia também estava a pensar convidar o governo ucraniano para “discutir o impacto do conflito na Ucrânia nas condições económicas globais”, afirmou o assistente do ministro da Macroeconomia e Finanças Internacionais daquele país. 


A próxima reunião do G20 vai contar com a presença do ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, anunciou, esta quinta-feira, a Indonésia – país que vai presidir o próximo encontro. Esta confirmação vai contra aos pedidos dos Estados Unidos e da Ucrânia, que pedem que a Rússia seja expulsa deste grupo.   

Mas os convites não ficam por aqui. O assistente do ministro da Macroeconomia e Finanças Internacionais da Indonésia, Wempi Saputra, afirmou numa conferência de imprensa, citada pela agência Reuters, que a organização também estava a pensar convidar o governo ucraniano para “discutir o impacto do conflito na Ucrânia nas condições económicas globais”.

A presença de Siluanov, mesmo por via videoconferência, tem sido questionada pelas nações ocidentais presentes no G20, sobretudo pelos Estados Unidos, que já ameaçaram boicotar as reuniões com representantes oficiais da Rússia.

Na semana passada, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, declarou que a Rússia deveria ser expulsa do G20, uma opinião partilhada também pelo Presidente Joe Biden, e de seguida pelo primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, e ainda pelo homólogo australiano Scott Morrison.

De acordo com o Kremlin, a participação do Presidente russo, Vladimir Putin, vai depender da situação, dado que já foram manifestados pedidos de diversos líderes para que seja impedido de participar nas reuniões da organização.

"A decisão será tomada dependendo da situação", adiantou na sua conferência de imprensa diária o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao notar que a opinião da Indonésia será a primeira a ter em conta.

A próxima reunião do G20 está marcada para 20 de abril, em Washington D.C., nos Estados Unidos, e acolherá os ministros das Finanças das 20 maiores economias do mundo, assim como os governadores de bancos centrais.

Recorde-se que, depois da anexação da península da Crimeia em 2014, a Rússia foi expulsa do G8, o grupo dos países mais industrializados do mundo, que passou a designar-se G7.

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