Opiniao

Na mesma corrida da vida

A saúde mental dos atletas tem sido um tema cada vez mais recorrente nos últimos tempos.

Na mesma corrida da vida

A saúde mental dos atletas tem sido um tema cada vez mais recorrente nos últimos tempos. Michael Phelps foi o último a falar sobre o assunto, revelando a sua própria experiência contra a depressão e confidenciando que ainda hoje tem dias em que acorda e ‘se sente uma pessoa diferente’.

Antes, a ginasta Simone Biles e as tenistas Naomi Osaka e Ashleigh Barty tinham decidido colocar a saúde mental em primeiro lugar: em comum o facto de atravessarem o melhor momento das respetivas carreiras e também a sensação de estarem ‘esgotadas’.

Apesar da surpresa e do choque que as decisões causaram nos seguidores das modalidades, as repercussões foram imediatas e cada vez mais desportistas começaram a abrir o lado negro que pode ter a vida de um atleta de alto rendimento. Ash Barty anunciou a despedida dos courts no último mês de março, aos 25 anos, depois de três títulos do Grand Slam, em singulares, em Roland Garros (2019), Wimbledon (2021) e no Open da Austrália, este ano. Admitiu mais tarde ter lutado contra uma depressão e a necessidade que teve em procurar ajuda. 

Por cá, um dos últimos atletas a fazê-lo foi o surfista Vasco Ribeiro, quando, em agosto, revelou que chegou a altura de pedir ‘ajuda profissional’ e de se focar na sua saúde mental. Já no passado dia 10 de setembro, Cristiano Ronaldo partilhou, nas redes sociais, uma fotografia ao lado do conhecido psicólogo Jordan Peterson.

Nos últimos dias, num programa de televisão, o clínico revelou que o avançado português ‘quis falar sobre o que quer para o futuro e também sobre alguns obstáculos que está a enfrentar neste momento’. Sobre o futuro, Ronaldo já deu algumas dicas e avisou que ainda poderíamos esperar ‘mais um bocadinho de carga do Cris’.

O problema é se esse passa a ser um dos obstáculo, já que o encontro contra a Espanha colocou mais uma nuvem negra sobre o número 7. Ronaldo vai estar no Mundial e quer marcar presença no Europeu 2024. Vontade não lhe falta, resta saber se só isso chega... Por agora deixou mais um exemplo fora de campo, mostrando que até os melhores também podem precisar de ajuda. 

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