AD e Chega têm tudo acertado para que a resposta ao chumbo do TC seja dada o mais rapidamente possível.
Luís Montenegro leva o programa de governo a votos na próxima semana, com passagem garantida. Reformar é a mensagem forte. Conheça o programa do Governo na íntegra
Segunda ronda de audições ocorre já depois de o Chega se ter assumido como a segunda força política, com mais dois deputados do que o PS, que pela primeira vez não conseguiu obter qualquer mandato nos círculos da emigração.
Resultados vão ditar qual o segundo partido com mais deputados. Chega elegeu dois deputados, em cada um dos dois círculos, em 2024.
A maioria maior tem de ser usada para mostrar um governo reformista. Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho são os exemplos a seguir. Na AR a estratégia é negociar sem dar colo ao PS nem razões de queixa ao Chega.
Bragança é o único distrito onde o Chega não entra. No Algarve é quase tudo seu. Já o PS faz lembrar uma aldeia gaulesa rodeada de ‘cheganos’. A AD venceu, mas longe da maioria absoluta.
Montenegro está agora obrigado a ser o PM reformista que ainda não foi. Terá mais sucesso se negociar com o Chega
O porta-voz do Livre falava à comunicação social depois de ter tido uma audiência com o presidente da República, de cerca de uma hora, no Palácio de Belém, sobre a formação do novo Governo.
Negociar com o PS pode garantir estabilidade, mas alimentar Ventura. Aproximar-se do Chega pode dar votos, mas destruir pontes. Montenegro enfrenta o maior teste da sua liderança, enquanto o PS aguarda por José Luís Carneiro.
Gritavam e reivindicavam o fim ao fóssil.
De acordo com o Diário de Notícias, o vídeo acabou por ser apagado ao fim de uma hora.
Um ano depois, não são só os portugueses que estão fartos de eleições, são também os políticos e os jornalistas. Na campanha de Montenegro o roteiro nem sempre passa pelas feiras e mercados. A prioridades é reconquistar eleitores à direita e retirar votos ao Chega.
Votação da AD e da Iniciativa Liberal aproxima-se dos 41%. Valor da abstenção poderá ser decisivo para o resultado final.
À entrada para a última semana de campanha, as sondagens não mostram fumo branco, que é como quem diz, um resultado certo ou confortável para as eleições do próximo domingo.
“O senhor não tem mais nenhuma pergunta para me fazer todos os dias?”, questionou Montenegro.
Com as sondagens a dar resultados incertos, pedimos a João Telhada, um especialista em método de Hondt, o exercício de saber com quantos votos, AD, PS e Chega podem conquistar deputados entre uns aos outros.
O líder da AD acusou Ventura de ser um “catavento” e disse que nunca seria Governo e ainda fez uma provocação sobre a cor da gravata do presidente do Chega. Ventura chamou arrogante ao primeiro-ministro e colou o Governo ao PS. “Qual é a diferença para a António Costa? Só os olhos azuis”.
Partido já tinha dito que se faria representar por um dos cabeças de lista, ao mesmo tempo que reiterou disponibilidade de Mariana Mortágua para debater com Luís Montenegro.