Pouco lhe importava se o tomavam como romancista, cronista, crítico literário, historiador, poeta ou o diabo a sete. Em contraste absoluto com os déspotas da arte, Camilo só queria uma coisa:cativar o leitor. Um retrato do mais genial dos troca-tintas da nossa tradição literária, nos 200 anos do seu nascimento.
De Woody Allen a Philip Roth, passando pelos Sopranos, a psicanálise tem sido uma constante na vida e obra dos grandes autores. Allen é o mais “consistente”, Roth não teria sido igual e os Sopranos receberam prémios pela sua vertente psicanalítica.
1941-2025. Escritor norueguês morreu aos 83 anos.
Defende uma arte exigente, que requer energia e empenho por parte das pessoas. E recusa baixar a fasquia. Muitas vezes, edita os seus textos mesmo sabendo que isso o vai fazer perder leitores. ‘Como não dependo da venda dos livros, faço o que quero e a minha mão não treme’, assume.
Ser-se alguém que está nas artes em tempos sombrios e aí se quer humano, isso é já enfrentar os tempos sombrios
A Leya referiu, segunda-feira, que decidiu suspender a edição do livro “Crime nas Correntes d’Escritas”, depois de aconselhada por advogados, face a “ameaças de processo judicial” por pessoas que se sentirem “invadidas e agredidas pela forma como são tratadas”
O lançamento do mais recente romance de Germano Almeida, Prémio Camões em 2018, estava previsto para a edição deste ano do Correntes d’Escritas
1937-2025. O poeta brasileiro sofria de Alzheimer desde 2017.
Perto dos noventa, e com a morte a dominá-lo, o poeta lança-se num assalto decisivo, trazendo a memória de quantos corpos e amores lhe serviram de ímpeto e que, à medida que se sente arrastado, lhe permitem ainda desferir uma série de soberbos golpes nesta derradeira inimiga
Caruncho é o primeiro romance da espanhola Layla Martínez (1987), sendo pré-candidato ao National Book Award na categoria de literatura traduzida. Antes de se estrear como romancista, a autora só havia publicado um par de ensaios com foco em ciência política, área onde é licenciada.
Morreu na Lisboa onde sempre viveu, na última terça-feira de manhã, aos 87 anos. Nunca arredou pé das suas convicções e começou cedo a construir um currículo de ‘nãos’.
Coincidindo com os 80 anos da libertação de Auschwitz, chega às livrarias um surpreendente volume recolhendo a poesia de Primo Levi, e este permite-nos vislumbrar os abalos e incertezas no espírito de um formidável escritor que fez do testemunho a sua estratégia e provou que a moral está inscrita em nós até ao nível molecular.
Figura romântica exilada da sua época, Dylan Thomas teve uma vida adulta marcada por uma série de tumultos. Uma nova e algo inepta tradução, que nos chega pela mão de Frederico Pedreira, oferece-nos um bom motivo para revisitar os versos do bardo galês e perceber o que se perdeu no trânsito entre as duas línguas
O prémio, que teve este ano a sua primeira edição, pretende premiar obras que se destacam pela sua inovação, criatividade e relevância cultural