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Paulo Portas dará explicações sobre os vistos gold

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, afirmou hoje que o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, está disponível para ir ao parlamento prestar esclarecimentos sobre o programa dos vistos 'gold'.

"Para falar dos vistos 'gold', o doutor Paulo Portas está disponível. Aliás, não me recordo de ele ter-se negado a vir à Assembleia da República", disse Nuno Magalhães aos jornalistas no parlamento, sublinhando que esses esclarecimentos não são sobre a questão judicial.

O presidente da bancada centrista defendeu que não se deve "confundir a árvore com a floresta", argumentando que o programa existe noutros dez países da Europa e que "tem trazido investimento para Portugal". 

"O doutor Paulo Portas para falar sobre esse programa estará obviamente disponível. Quanto à questão da justiça, aguardamos. Esperamos que a justiça actue com autonomia e independência, e se houver alegados crimes ou abusos devem ser obviamente punidos", afirmou.

A Polícia Judiciária deteve quinta-feira 11 pessoas suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influência e peculato, no âmbito de uma investigação sobre atribuição de vistos 'gold'.

Os onze detidos no âmbito de uma investigação sobre a atribuição de vistos 'gold' serão submetidos hoje a um primeiro interrogatório judicial perante um juiz de instrução criminal.

Nesta operação foi detido o director nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Jarmela Palos, a secretária-geral do Ministério da Justiça (MJ), Maria Antónia Anes, e o presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo, de acordo com fontes do SEF e do Ministério da Justiça.

Em causa estão "suspeitas de crimes de corrupção, tráfico de influências, peculato e branqueamento de capitais", de acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR).

O programa de atribuição de vistos 'gold', criado em 2013, prevê a emissão de autorizações de residência para estrangeiros oriundos de fora do espaço Schengen que façam investimentos em Portugal, por um período mínimo de cinco anos.

Lusa/SOL