Politica

Beleza arranca aplauso para Seguro

Álvaro Beleza, o socialista que negociou com António Costa a representação dos seguristas na nova direcção, subiu ao palco do congresso do PS para dizer que a sua missão está cumprida. E para conseguir que os socialistas aplaudissem, sem entusiasmo, António José Seguro.

O discurso de Beleza fez-se também de algumas histórias pessoais MÁRIO CRUZ/LUSA

O até agora secretário nacional do PS diz que vai "dormir bem" esta noite, porque tem "a consciência tranquila": "fiz o meu dever para que o partido saia unido", declarou. Beleza que diz ter "o defeito de dizer o que pensa" teve uma palavra de confiança para António Costa, o novo líder, e um elogio para o anterior, António José Seguro.

As eleições primárias foram "um verdadeiro 25 de Abril em Portugal", mérito de Seguro, mas também "o combate da minha vida", disse.
 
Na reforma do sistema político, Beleza quer ir mais longe. Defendeu o sistema inglês, que obriga o primeiro-ministro e os membros do Governo a serem deputados. Há vantagens em ter "um Governo que desce à terra e fala com os eleitores", considerou. Uma mudança que vai no sentido de uma "democracia de proximidade", que o socialista aprova.
 
O discurso de Beleza fez-se também de algumas histórias pessoais. Disse que o filho, ao sair de casa, lhe perguntou porque ia passar o dia fora. "Tenho uma missão", respondeu-lhe. A missão era a construção da unidade do partido e estará cumprida. "Aqui ninguém fica para trás", conclui.
 
A segunda história passou-se na vinda de metro para o congresso. Beleza viu um "jovem a tocar acordeão" e a pedir e lembrou-se dos tempos da ditadura. "Isso era o Portugal antes do 25 de Abril". Do PS, quando for para o Governo, espera um partido que consiga fazer uma "tarefa gigantesca", a de modernizar o Estado, reforçando a Saúde, a Educação e Segurança Social.  
 
O Governo socialista tem ainda a missão de se erguer perante a Europa, o que exige uma atitude combativa. "Temos de ser patriotas", disse.

manuel.a.magalhaes@sol.pt