Politica

Efeito Sócrates nas sondagens do PS

António Costa não descola nas sondagens e preocupa o PS. Mas há quem não veja o copo meio vazio, pelo contrário, tendo em conta as circunstâncias. “O mais marcante nas sondagens é como que o PS não tem sido afectado pela prisão preventiva do ex-secretário-geral, José Sócrates”, diz ao SOL Augusto Santos Silva, dirigente da Comissão Política. De resto, este ex-ministro de Sócrates, não encontra “nenhuma surpresa” nos últimos números: “É natural que o PS tenha subido bastante logo depois das primárias e é natural que tenha estabilizado a seguir”.


Duas sondagens do último fim-de-semana mostram que António Costa não consegue ganhar distância sobre a coligação PSD/CDS e até perde ligeiramente terreno. A Eurosondagem coloca o PS apenas 3,1% à frente de PSD e CDS somados. Na Aximage, a distância é ainda menor: 1,3%. 

No núcleo duro de Costa, tenta-se manter o sangue frio mas com a consciência de que ainda não chega. “O PS lidera a perspectiva de alternativa de Governo, mas, para chegar ao nosso objectivo, que é a maioria absoluta, ainda temos trabalho a fazer”, refere Manuel Pizarro, membro do Secretariado. 

Álvaro Beleza é mais contido na análise. O elemento da direcção de António José Seguro que representou a ala segurista na transição de liderança diz que “é uma constatação que o PS tem tido dificuldade em descolar nas sondagens”. Beleza faz questão de deixar claro que o PS está unido no apoio a António Costa: “Estamos de boa-fé, a fazer tudo para ajudar o PS a ter maioria absoluta”.

manuel.a.magalhaes@sol.pt e sonia.cerdeira@sol.pt

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