Os Verdes anunciam acordo com o PS

O Partido Ecologista Os Verdes (PEV), que faz parte da Coligação Democrática Unitária (CDU), anunciou hoje ter concluído com o PS um acordo, cujo texto enviou ao secretário-geral do partido, António Costa.

Os Verdes anunciam acordo com o PS

Os Verdes têm dois lugares no atual Parlamento, resultante do ato eleitoral legislativo de outubro último.

"Da parte dos Verdes, valorizamos o esforço de convergência e empenhamento de ambos os partidos nas conversações decorridas e, perante o texto hoje enviado pela Comissão Executiva do PEV ao Partido Socialista, estamos em condições de estabelecer e formalizar o acordo com o PS com vista à XIII legislatura".

"Os partidos que, em campanha eleitoral, se comprometeram com a mudança de políticas têm hoje a maioria dos deputados na Assembleia da República. Face a esta nova realidade, estão criadas as condições para que o PS constitua Governo e importa que se assuma a responsabilidade de procurar ativamente soluções para encontrar políticas alternativas que devolvam a dignidade e a esperança ao país e aos portugueses", lê-se no comunicado hoje divulgado pelo partido ecologista.

No mesmo texto "os Verdes reafirmam que do resultado das últimas eleições legislativas decorreu uma derrota das políticas de austeridade e de empobrecimento promovidas pelo PSD e CDS, na medida em que estes perderam a maioria absoluta".

O PS liderado por António Costa, tem encetado várias reuniões com os partidos de Esquerda — Bloco de Esquerda, PCP e PEV — com vista a chegar a uma plataforma de entendimento, que eventualmente permita ao PS governar na próxima legislatura, depois de goradas as negociações com a coligação PSD/CDS, que venceu as legislativas de outubro, mas não alcançou a maioria parlamentar.

PSD e CDS têm 107 assentos parlamentares contra 132 dos partidos de Esquerda, e um deputado do Partido Pessoas Animais e Natureza (PAN). O PSD elegeu 89 deputados, mais três que o PS.

O XX Governo constitucional após do 25 de Abril de 1974 tomou posse no passado dia 30 de outubro e na última sexta-feira divulgou o seu programa, esperando agora que seja aprovado pelo Parlamento.

Lusa/SOL