Politica

Presidenciais com 45 debates

Os debates televisivos entre os candidatos presidenciais, que arrancam no primeiro dia de janeiro, já estão marcados, mas o aparecimento de mais três concorrentes pode baralhar as contas das candidaturas e... das televisões. Contas feitas, se todos os candidatos que entregaram as 7.500 assinaturas necessárias forem admitidos, o país pode vir a assistir a 45 debates.

A decisão aceite pelas candidaturas foi todos debaterem contra todos e os debates foram agendados com a estimativa de que iriam entrar na corrida sete candidatos. O leque de pretendentes a Belém pode, porém, alargar, depois de Vitorino Silva, mais conhecido como ‘Tino de Rans’, Jorge Sequeira, psicólogo, e Cândido Ferreira, médico e ex-presidente da federação distrital de Leiria do PS, terem entregado durante a semana passada as assinaturas necessárias para irem a votos no dia 24 de janeiro.

Se todas forem aceites - o Constitucional tem até dia 6 de janeiro para decidir -, o país pode ser confrontado com um número de debates nunca visto em atos eleitorais. Os 21 debates agendados crescem para 28 com oito candidatos, para 36 com nove e para 45 com os dez.


Candidatos disponíveis para mais debates

Até agora, os debates estão todos concentrados nos primeiros nove dias de janeiro, porque a campanha oficial arranca dia 10. Entre os dias 1 e 6 realizam-se três debates por dia (distribuídos entre a RTP 1, a SIC Notícias e a TVI 24) e a partir dessa data está agendado apenas um debate por dia em sinal aberto. Marcelo e Sampaio da Nóvoa no dia 7, na SIC, Marcelo e Maria de Belém no dia 8, na RTP 1, e Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém no dia 9, na TVI.

Além dos duelos entre candidatos está ainda previsto na televisão pública um debate com todos os candidatos, no dia 19 de janeiro.

A tarefa não se advinha fácil, nem para as candidaturas, que já têm a agenda preenchida, nem para as televisões, mas os principais candidatos não fogem a nenhum debate. Marcelo Rebelo de Sousa está disponível para debater com todos os que forem validados pelo TC. “Vamos ter que arranjar espaço”, diz fonte da candidatura. Maria de Belém também promete arranjar tempo para todos os duelos, mesmo que tenha que o fazer com nove candidatos. “A partir do momento em que o Tribunal Constitucional legalize os candidatos que foram apresentados e no respeito pelo principio da igualdade, obviamente estamos disponíveis para debater com todos os candidatos ao cargo”, diz ao SOL fonte oficial da candidatura da antiga ministra da Saúde.

Não é, pois, de estranhar se viermos a assistir a debates entre Vitorino Silva - que se tornou conhecido depois de um discurso invulgar num congresso do PS, nos tempos de António Guterres - e o professor Marcelo Rebelo de Sousa ou o ex-reitor Sampaio da Nóvoa.

luis.claro@sol.pt