Economia

Vendas de casas voltam a subir e atingem valor mais elevado desde setembro

A procura de casas para arrendar também aumentou, enquanto a colocação de imóveis em oferta caiu de forma abrupta.

As vendas de casas em junho subiram ao ritmo mais elevado desde setembro do ano passado e foram registados aumentos do volume de transações em todas as regiões analisadas, nomeadamente Lisboa, Porto e Algarve. As expectativas apontam para que as vendas cresçam ainda mais ao longo do próximo trimestre em todas as regiões, revelam os dados do inquérito mensal Portuguese Housing Market Survey (PHMS), produzido pela Confidencial Imobiliário (Ci) e pelo RICSi .

Os preços também continuam a subir, acompanhando o fortalecimento da atividade do mercado de compra e venda de casas. Este aumento ocorre pelo 19º mês consecutivo. "Também neste campo, as expectativas são bastante positivas, com os inquiridos a anteciparem um aumento de 3% no preço das casas a nível nacional nos próximos 12 meses", revela o estudo.

No entanto, é no Algarve que está previsto um maior aumento de preços e deverão rondar os 4%, seguindo-se Lisboa (3%) e o Porto (1,5%).

Procura internacional impulsiona mercado

Para os mediadores, este crescimento deve-se sobretudo devido ao aumento da procura internacional. "Portugal parece estar no local certo para beneficiar da incerteza que afeta os outros mercados e das vantagens fiscais que oferece aos investidores. Obviamente que tal não se verifica em todos os mercados, estando particularmente a impulsionar a região de Lisboa. Contudo, outras localizações estão a começar a aparecer nos radares dos investidores estrangeiros, o que vai permitir que surjam mais oportunidades noutros locais”, revela o diretor da Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães.

Mas as razões para esta subida não ficam por aqui. Também o aumento da confiança dos consumidores, a flexibilização das condições de credito e a melhoria constante do mercado de trabalho estão a suportar o crescimento da atividade no mercado imobiliário. No entanto, Simon Rubinsohn, economista sénior do RICS chama a atenção para o facto de este crescimento estar muito dependente "da força da economia e se a recuperação consegue ganhar impulso”.

Arrendamento também sobe

Quanto ao mercado de arrendamento, o inquérito de junho revela que a procura de casas para arrendar aumentou uma vez mais, ao mesmo tempo que a colocação de imóveis em oferta caiu de forma abrupta. "Esta é uma tendência que tem sido recorrente na maior parte do ano passado, e que tem resultado numa subida de rendas, que deverão continuar em rota ascendente nos próximos meses", conclui.