Politica

Rui Rio acusa PS de copiar propostas do PSD

Políticas fiscais, medidas de natalidade e apoio às empresas são os exemplos apontados por Rio

O presidente do PSD deixou, esta segunda-feira, várias críticas aos socialistas. Rui Rio acusa o PS de estar a copiar ideias dos sociais-democratas e de contradizer-se naquilo que agora acha prioritário, em relação ao que fez no Governo durante a legislatura que agora chega ao fim.

"O que temos vindo a constatar é que o PS, depois de ouvir uma ideia nossa, passado mais ou menos uma semana e meia vem repetir a mesma ideia, nem que entre em contradição com o que fez no Governo ou com o que disse há pouco tempo", afirmou, citado pela agência Lusa, Rui Rio, durante uma reunião preparatória da campanha social-democrata para as legislativas de outubro, que decorre em Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra.

"Viemos dizer que a carga fiscal é exageradíssima e, por isso, iremos fazer tudo para que ela desça - até quantificámos aquilo que é a margem orçamental que existe para podermos reduzir a carga fiscal. De imediato, o PS vem dizer que também vai reduzir a carga fiscal, em sede de IRS e também agora muito voltado para as empresas", exemplificou.

Esta posição do PS, na leitura de Rio, entra em contradição com as medidas defendidas pelo Executivo de António Costa nos últimos quatro anos.

O líder dos sociais-democratas defende que "tem de haver políticas públicas que facilitem a vida às empresas" para serem criados "melhores empregos", mas acusa o Governo de ter feito "exatamente o contrário", mudando de lado, só depois de ouvir o PSD. O PS "vem fazer um discurso análogo", sublinhou.

As medidas de incentivo à natalidade, são outro exemplo apontado pelo presidente do PSD da ‘cópia’ socialista. O seu partido quer "mais creches e tendencialmente gratuitas", e "o PS vem agora copiar exatamente a mesma ideia".

"Se o PS não está a copiar, se isto era então original e só tiveram azar de dizê-lo depois de nós, então a minha pergunta é: Porque é que não o fizeram nestes quatro anos? Porque é que seguiram uma política no sentido inverso?", questionou.