Internacional

Joe Biden defende cessar-fogo entre israelitas e palestinianos

Os EUA bloquearam pela terceira vez no espaço de uma semana uma condenação conjunta da ONU.


Depois de ter defendido o direito de Israel à “autodefesa”, o Presidente dos EUA, Joe Biden, defendeu pela primeira vez um cessar-fogo entre israelitas e palestinianos, após uma conversa telefónica com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou a Casa Branca.

“O Presidente expressou o seu apoio a um cessar-fogo”, afirmou a Casa Branca através de uma declaração cautelosa, numa altura em que muitos democratas apelam a Biden para que peça explicitamente um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

No entanto, o Presidente continua a afirmar que Israel tem o direito de se defender contra os ataques de roquetes e os Estados Unidos bloquearam, pela terceira vez, no espaço de uma semana, uma declaração conjunta das 15 nações do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, onde expressavam uma “grave preocupação” com o escalar dos conflitos entre Israel e Palestina e apelavam ao “fim da violência” e à “proteção de civis, especialmente crianças “, de acordo com fontes diplomáticas.

Os EUA acreditam que uma declaração da ONU não seria útil para desanuviar as tensões, uma vez que existem outras iniciativas diplomáticas em curso para parar os combates.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, também lançou um apelo por um cessar-fogo.

“Este ciclo sem sentido de derramamento de sangue, terror e destruição deve parar imediatamente”, disse Guterres. “Todas as partes devem respeitar o Direito Internacional Humanitário e o Direito Internacional dos Direitos Humanos”.

Mas as palavras não têm tido qualquer influência no conflito com ambas as partes a acusarem-se mutuamente: Israel acusa o Hamas de bombardear as suas cidades e os palestinianos respondem que são os israelitas que estão a matar inocentes e a atacar edifícios públicos como uma biblioteca e uma universidade.

Desde o início dos mais recentes ataques de Israel, a 10 de maio, já morreram cerca de 200 palestinianos, incluindo 59 menores e 39 mulheres, deixando mais de 1.300 feridos.

Em comparação, do lado israelita foram contabilizadas 10 mortes, entre elas a de dois menores, numa altura em que continuam os ataques de ambas as partes sem que vislumbre um sinal de tréguas. As baixas israelitas são muito inferiores pois a defesa do país consegue intercetar muitos dos ataques palestinianos.

Estes são os confrontos mais intensos entre Israel e a Palestina desde o ano de 2014.