Seguro quer ver “caras de culpados” no caso BES

O secretário-geral do PS entende que o que se passou no BES “é demasiado grave e são precisos esclarecimentos do Governo” e “apurar responsabilidades”. 

Seguro quer ver “caras de culpados” no caso BES

António José Seguro diz que esta "é uma situação de alarme na sociedade portuguesa" e que é há que ver as "caras dos culpados" e que estes venham a ser responsabilizados.

Nas primeiras declarações aos jornalistas após a solução encontrada pelo Banco de Portugal para o BES, Seguro levantou várias dúvidas.

A falha na regulação do Banco de Portugal é uma das principais questões que o líder do PS quer ver apuradas. “Como foi possível o regulador emitir um comunicado dizendo que o banco estava bem e quinze dias depois acontecer isto?”. Seguro lembra que não é primeira vez que a regulação falha, referindo nomeadamente o caso BPN.

No apuramento de responsabilidades, nomeadamente criminais, é importante que os casos cheguem ao fim. “Os portugueses não vão aceitar prescrições”. Todos os responsáveis devem ser julgados, “ninguém vive acima da lei”, reforçou.

Sobre as condições do empréstimo que permite injectar 4,9 mil milhões de euros no Novo Banco, Seguro quer que a ministra das Finanças, quinta-feira, no Parlamento, responda a várias dúvidas. “Porquê este dinheiro? Porquê esta taxa de juro?”. O socialista ficou “surpreendido” com a taxa de juro “baixa”, tendo em conta “o que estamos a pagar à troika”. Outra surpresa de Seguro é o facto de o conselho de administração ter transitado quase integralmente para a nova entidade.

Mas “o mais importante é garantir que nem agora nem no futuro sejam os contribuintes a pagaram os erros do que aconteceu no privado”, concluiu Seguro, que convocou os jornalistas para a sede do PS no Largo do Rato com meia hora de antecedência, anunciando que prestaria declarações sobre assuntos da actualidade.

manuel.a.magalhaes@sol.pt