Politica

PSD provoca guerra aberta no Seixal

O PSD Seixal abriu as hostilidades com a alteração da toponímia do concelho. Deputado do PS e autarca do PS reagiram oferecendo tareia.


Parece confuso mas não é: todos se condenam no Seixal. Na madrugada do último domingo para segunda-feira, um autointitulado «marketing de guerrilha» levou o PSD Seixal a ‘rebatizar’ algumas placas toponímicas que consideravam de esquerda. O objetivo era declarado: «Limpar o comunismo do Seixal» e, por acréscimo, «concretizar propostas aprovadas que o Executivo comunista nunca executou».

A esquerda, naturalmente, não ficou feliz. Rui Francisco, vereador comunista em Odivelas, queria «ir às trombas» ao PSD Seixal e José Magalhães, deputado socialista, questionava nas redes sociais se «uns cacetes terapêuticos não resolveriam o problema». O PSD apresentou uma queixa-crime contra ambos e pediu proteção policial para Bruno Vasconcelos, dirigente do PSD Seixal. 

O autarca comunista admitiu ter-se arrependido «automaticamente» e apagou o comentário no Twitter; já o deputado do PS insistiu, contra-atacando: «Quanto às queixinhas, sejam homenzinhos e tenham modos! Putos medricas dão pena». As palavras de Magalhães foram tão duras até surgiu um convite para se juntar ao... Chega: «Se ele quiser ter uma reunião comigo para esse efeito, temos as portas abertas. Aliás, gostamos da ideia dos cassetetes e da autoridade... Não parece é muito do José Magalhães! Pode ser que haja uma versão José Magalhães 3.0, a versão Chega», ironizou ao i André Ventura.

No rescaldo, o PSD «repudiou veementemente» as declarações de José Magalhães sobre o PSD Seixal (e Magalhães gozou com isso no seu Facebook), considerando que estas «em nada prestigiam o espírito democrático existente em Portugal». «José Magalhães optou por um estilo que o PS tem vindo a seguir, expressando arrogância e comportando-se como se fossem os ‘donos disto tudo’», notaram.

Já o PCP condenou o «marketing de guerrilha» do PSD, considerando-o uma «ofensa à própria democracia» (e não só aos comunistas) que demonstra «falta de ética». «Naturalmente, o sentido crítico, a ironia, o humor, são perfeitamente compreensíveis. Agora recorrer àquele estilo…», lamentou Jerónimo de Sousa.