Montenegro e Melo não querem deixar o fim de semana só para Pedro Nuno. Sábado à tarde estão juntos em Braga e no domingo apresentam-se aos portugueses no Porto
O trabalho de casa está feito e o PS que sairá do Congresso vai reunir todos, de Medina a Assis, passando por Carneiro e Adrião. Sobra só um problema: o que fazer com a sombra de Costa?
As conversas entre os dois já começaram e todos querem que haja acordo, mas do lado de Carneiro teme-se um programa eleitoral inspirado nos ideólogos da ‘geringonça’. O tema vai fazer parte das negociações.
PSD e CDS reúnem no mesmo dia à mesma hora os Conselhos Nacionais para aprovar a AD. Depois, é tempo de fazer o programa com nomes de peso.
A campanha eleitoral está na estrada. Conhecidos os candidatos a primeiro-ministro, ouvimos os especialistas sobre os pontos fracos e fortes de Pedro Nuno e Luís Montenegro.
O acordo ainda não está totalmente fechado, mas já foi anunciado em comunicado oficial dos dois partidos. E envolve a candidatura de independentes, tal como a AD de Sá Carneiro no final dos anos 70 do século XX.
O mais que previsível crescimento do Chega dá o respaldo a Ventura para se mostrar indispensável.
É o primeiro passo da estratégia de Montenegro para mostrar ao país que consegue oferecer uma alternativa credível. Para já, foi pescar ao centro e à sociedade civil. Só depois virão as coligações.
Será uma vitória mais suada do que inicialmente se previa. Pedro Nuno teve que sair da zona de conforto para evitar surpresas, mas no domingo vai receber as chaves de António Costa
As sondagens são claras, o próximo parlamento vai ter uma maioria à direita e o Chega é decisivo.
As contas estão feitas, ou será que pode haver surpresas? Pedro Nuno Santos recusou debates e partiu com vantagem, mas a campanha interna está a baralhar as contas e as sondagens jogam a favor de Carneiro.
Percebendo que o assunto poderia tornar-se sério, Marcelo Rebelo de Sousa decidiu dar explicações para se livrar do caso, mas o resultado não foi o que esperava.
Ficou sinalizado o pedido a todos para que ponderassem integrar a batalha das próximas eleições
A estratégia que o Nascer do SOL antecipou na última semana está em marcha e Pedro Duarte já o explicou na TV. Plataforma eleitoral está em construção.
Na política as surpresas vêm de onde menos se espera. Foi o que aconteceu no 41º Congresso do PSD. Num Congresso que parecia sem chama, Montenegro quis começar a escrever a sua história.
Foi ministro do 1.º Governo de António Costa e é um dos mais ativos apoiantes de José Luís Carneiro. Diz que o país precisa de uma condução segura e não de aventureirismos e, se for preciso, o PS tem de falar com o PSD.
O Nascer do SOL sabe que o deputado ainda não comunicou à direção de Rui Rocha a sua disponibilidade para voltar a encabeçar a lista da IL pelo círculo do Porto
Nos últimos dias a direção de Luís Montenegro desdobrou-se em contactos com o objetivo de construir uma alternativa que vá para além da tradicional coligação com os centristas.
Coligação, sim ou não? – é o dilema que a direita enfrenta. E são cada vez mais os que a aconselham ao PSD.